Esta é a página onde explico por quê. E o que estou construindo.
Não é currículo. É contexto.
Sou engenheiro mecânico pelo IME (Instituto Militar de Engenharia), onde estudei de 1995 a 2004, e pela UFRJ, onde cursei Engenharia Mecânica em paralelo entre 2000 e 2004. Engenharia me ensinou uma coisa que carrego até hoje: sistemas que funcionam são desenhados, não improvisados. Operação sem disciplina é só esforço repetido.
Depois do IME, fiz MBA em Finanças e Controle Gerencial no COPPEAD/UFRJ, com cadeiras complementares em Marketing. A lógica de aquisição de cliente é a mesma de captação financeira: você está alocando capital pra gerar retorno, com unidade de medida diferente. CAC, LTV, payback, margem por canal: é finanças com vocabulário diferente.
Em 2010, fui pra Genebra como Analista Financeiro na Unity Finance, atendendo UHNW e family offices em ambiente trilíngue (francês, inglês, português). Aprendi mais sobre operação naqueles anos do que em qualquer aula de MBA, porque cliente que gere 9 figures não tolera improviso. A única forma de operar com previsibilidade ali era construir sistema, não confiar em memória.
Foi em Genebra que comecei a programar. Construí em VBA um sistema in-house pra gestão de portfólios estruturados: relatórios automáticos, e-mails programados, controle de notas estruturadas, dashboards de exposição. Economizou ~10 horas por semana da equipe. Não fui contratado pra programar. Programei porque o problema operacional pedia.
Voltei pro Brasil em 2013 e migrei pra performance marketing. A migração não foi mudança de área, foi continuação. Os mesmos princípios financeiros aplicados a um mercado com vocabulário diferente.
Os anos seguintes: passei por agências, geri carteira de R$ 130k/mês em mídia, liderei time de 25 pessoas, atendi cliente único por 3,5 anos consecutivos, escalei receita de R$ 300k pra R$ 1,9M em 4 meses, reduzi CPL de R$ 47 pra R$ 4 sustentando ~1.280 leads/dia, e venho operando em verticais distintas (high-ticket consumer, B2B industrial high-ticket, SaaS, imobiliário, EdTech, fintech, saúde, jurídico).
Cada operação ensinou uma coisa diferente. Sete delas estão abaixo.
Oito princípios. Cada um pago em dinheiro de cliente.
Em detalhe técnico. Sem narrativa de marketing.
Em janeiro de 2025, depois de 11 anos operando manualmente, comecei a codar Claw. Não como produto pra vender. Como ferramenta interna pra minhas próprias carteiras. A pergunta era simples: se eu pudesse ter um operador sênior 24/7 que nunca esquece contexto, que não cansa, e que executa diagnóstico continuamente em vez de só quando peço, como isso mudaria a operação?
Hoje, em maio de 2026, Claw opera 24/7 com clientes PJ ativos. Não é demo. É infraestrutura em produção.
A arquitetura é inspirada na neurociência humana. Diferentes sistemas pra diferentes tipos de conhecimento, cada um com sua função, sua latência e seu padrão de consolidação. Memória é a diferença entre ferramenta e operador.
Cada cliente novo se integra a uma rede cognitiva já existente. Variáveis específicas dele se conectam a padrões aprendidos com clientes anteriores do mesmo setor, mesmo ticket, mesma fase de funil. Não é cópia. Zero dado sensível atravessa fronteiras de conta. É transferência indutiva: o décimo cliente herda a sabedoria acumulada nos nove anteriores, sem ver os dados deles.
Esses elos não são estáticos. À medida que cada cliente progride, a experiência dele fortalece ou enfraquece padrões existentes. Quanto mais operações o sistema atende, mais inteligente fica. Volume não gera fricção operacional. Gera vantagem competitiva acumulada.
Nenhuma recomendação sai sem nível explícito de confiança anexado. Decisões de alta confiança seguem automaticamente. De média confiança vêm com hipóteses concorrentes pra escolha humana. De baixa confiança escalam pra mim antes de qualquer ação. O sistema admite quando não sabe. Esse é o filtro que separa automação séria de teatro automatizado.
A maior parte do que se chama de "IA em marketing" hoje é uso de IA. Você abre o ChatGPT, digita prompt, copia output, cola no Meta Ads. Útil pra produtividade individual. Não é infraestrutura.
IA aplicada de verdade exige:
Sem isso, IA em marketing é teatro caro com assinatura mensal. Com isso, é infraestrutura que substitui camada operacional inteira.
Claw é a memória de uma operação que se recusou a esquecer.
Uma tese, seis posições contrárias ao mainstream. Cada uma explica como opero por contraste.
"Growth" é um nome novo pra coisa antiga. Finanças sempre alocou capital pra gerar retorno. Marketing sempre tentou converter atenção em ação. Quando você junta os dois com instrumentação séria, isso vira growth. Não há novidade conceitual. O que há é integração mais profunda entre as duas disciplinas, viabilizada por tracking moderno e capacidade computacional que antes não existia.
Quem entende as duas raízes vê growth como engenharia, não como invenção de 2020. CAC é payback period com vocabulário diferente. LTV é valor presente líquido de cliente. Atribuição é alocação de capital sob incerteza. Margem por canal é margem por linha de produto. As seis posições abaixo refletem esse olhar.
Inventário, não venda. Três frentes onde faz sentido conversar.
Não vendo serviço aberto. Não tenho pacotes. Não respondo abordagem fria com pitch. Se algum dos três acima faz sentido pra você, o canal está abaixo.
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